Sal e substitutos

O sal e os seus substitutos na nossa cozinha. Como podemos reduzir o sal e aumentar o sabor da nossa comida.

Inegavelmente, o sal é o tempero mais usado no mundo e o que usamos diariamente na nossa alimentação. No entanto é também um ingrediente muito importante para a nossa saúde. Contudo, a maioria das pessoas não conhece o seu verdadeiro potencial e os seus benefícios.

Tipos de sal

Actualmente, são muitos os tipos de sal que existem. Quantas vezes já não chegaste ao supermercado e em vez de um tipo de sal comum, agora existem diversas opções em várias prateleiras?! Entre os muitos tipos de sal, podemos encontrar várias opções: sal refinado, o sal marinho, o sal dos Himalaias, o sal maldon, sal light ou a flor de sal, por exemplo. Já não falando nas misturas com ervas que também nos são disponibilizadas.

Acima de tudo é importante saber que o sal (cloreto de sódio maioritariamente) é indispensável para uma boa saúde. Ou seja, quando consumido em dose baixa e recomendada, o que nos dias de hoje não acontece. Deste modo, o consumo exagerado é uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Consequentemente, o número de doentes hipertensos aumenta em grande escala.

O sal e os seus substitutos

Assim, e de forma a melhorar a saúde é deveras importante e urgente, reduzir o sal. Não só reduzir a quantidade usada, como também substituir ou compensar o seu sabor na comida. E como o podemos fazer? Através de substitutos mais saudáveis, como por exemplo:

  • Especiarias como a pimenta branca e preta, a cúrcuma, o pimentão doce, canela, noz-moscada, alho, gengibre, entre outras;
  • Ervas aromáticas como o tomilho, orégãos, manjerona, manjericão, salsa, coentros, cebolinho e outras mais;
  • Salicórnia também conhecida como sal verde ou espargo do mar. Esta é uma planta verde parecida com os espargos e cada vez mas utilizada na nossa cozinha. Cresce espontaneamente em ambientes salinos e podemos encontra-la em vários locais da costa portuguesa. É facilmente encontrada, por exemplo, na Ria de Aveiro ou na Ria Formosa. A salicórnia pode ser usada fresca ou seca. Quando seca,  depois de triturada resulta numa especiaria óptima para substituir o sal. Por outras palavras, não só tem um sabor salgado como também apresenta uma quantidade bastante menor de sódio que o sal comum;
  • As algas marinhas são outro bom substituto do sal comum. Estas, tanto podem ser utilizadas frescas como secas. Actualmente já se encontram facilmente à venda no supermercado. Encontramos nomeadamente misturas de algas secas e trituradas que podes, por exemplo, polvilhar em saladas, patés ou pratos principais;
  • O gomásio é uma mistura de sementes de sésamo tostadas com sal marinho (muito reduzido). Esta mistura é originária da Índia e muito usado em todos os países asiáticos desde há milhares de anos. O seu sucesso como substituto do sal e também pelos benefícios para a saúde espalhou-se pelo mundo. Pode-se usar em tudo, tanto na confeção como para polvilhar. Em Portugal podemos encontrar em lojas a granel, em embalagens em lojas de produtos alternativos/naturais ou fazer em casa, é muito simples de fazer! Queres a receita? Responde aqui nos comentários para eu saber se estás interessada/o. 😉

O sal refinado

No entanto, gostaria também de te falar do sal refinado (mais conhecido por sal de mesa) e do sal marinho por serem, sem dúvida alguma, os mais usados na nossa alimentação.

Vamos então perceber quais as diferenças entre estes dois tipos de sal. O sal marinho é um tipo de sal mais rico em minerais e mais puro. Como não passa por nenhum processo de refinamento, torna-o mais rico. Além do mais, também não tem qualquer aditivo químico antiaglomenrante adicionado ou processo de branqueamento, como é o caso do sal refinado, por exemplo.

No entanto, convém ainda mencionar, que o sal marinho possui cristais maiores e um sabor mais forte. Desta forma, é utilizado em menor quantidade que o refinado.

Reduz o sal e aumenta os substitutos

Agora que já sabes as diferenças, vai ver qual o sal que estás a usar! Se, por um lado, usas aquele muito fino e mais barato, normalmente usado para temperar saladas, esse é o refinado. Mesmo que tenhas dúvidas, estará sempre mencionado na embalagem.

Assim, e se o teu maior interesse for em privilegiar a tua saúde, opta por um sal não refinado. No entanto e sempre que puderes, usa os substitutos para reduzires a quantidade de sal necessária.

Exemplificando, nós cá em casa, para as saladas usamos também um mais fino. Contudo é o sal marinho fino (não fica tão fino como o refinado) e tem na sua composição “100% sal marinho natural (sem antiaglomerante)”.  Assim a quantidade que usamos é muito reduzida, além de que também usamos alguns dos substitutos acima mencionados.

Por outro lado, para cozinhar, usamos o sal marinho grosso iodado. Ainda assim, aconselho-te a ler esta publicação da nutricionista Sandra de “O Vegetariano” onde explica mais sobre a importância do sal iodado.

Espero que este artigo te ajude a fazer escolhas mais benéficas para a tua saúde.

Fica bem .

Beijinho,

Léa

Tempo de preparação: 2


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